Travessia da Ponta da Juatinga

Essa clássica travessia pelo litoral de Paraty, por muito tempo fez parte da minha lista de desejos, além do desafio físico e da beleza natural da região, o contato com a cultura caiçara sempre despertou meu interesse. Demorei a colocar esse projeto em prática porque queria realiza-lo sem pressa, com tempo suficiente pra curtir cada lugar. Apesar da ansiedade, optei por fazer a trilha apenas nas férias, reservando assim 6 dias para explorar a região. Tenho que dizer que valeu a espera!

Praia do Sono - Paraty

Logística

Saímos de São Paulo em um domingo no final da tarde e fomos direto pra Paraty, passamos a noite na Pousada Romã, localizada no centro antigo, bem próxima à entrada da cidade. No geral, as pousadas do centro antigo são mais baratas que as do centro histórico e como a ideia era apenas passar a noite, foi perfeito! Pegamos um quarto triplo com banheiro privativo por R$150,00. O café da manhã não estava incluso, mas como tinha frigobar, levamos uns lanchinhos e resolveu!

No dia seguinte fomos de carro até Laranjeiras à procura do nosso guia (previamente agendado). A única informação que tínhamos é que deveríamos procurar o “Ci” e que ele iria nos esperar em frente à padaria. Confiantes com “todos” esses dados, partimos! (torcendo por haver apenas uma padaria na Vila do Oratório!)

Não tivemos problemas em achar o Ci, foi só passar em frente à padaria com ar de perdidas e ele logo nos acenou. Estacionamos na casa de um morador (R$15,00 a diária).

Também havíamos agendado todas as refeições e hospedagens. Decidimos não acampar a fim de carregar menos peso, ainda assim, o peso total da minha mochila (incluindo 1,5L de água por dia) foi de 9,5kg! Que no final do dia pareciam ser 20kg!

O percurso

1º dia – Laranjeiras – Ponta Negra (4h30)
Hospedagem: Chalé do Teteco

Iniciamos a travessia em Laranjeiras, na Vila do Oratório, logo de cara simpatizamos com o Ci, que foi tornando a travessia mais fácil e divertida com seus “causos”. Eu comentei com ele que há 5 anos tinha estado em Ponta Negra e que tinha me surpreendido com a história de um bebê que teve acidentalmente o corpo queimado com óleo fervendo, disse que eu tinha conhecido essa criança, que na época estava com uns 8 anos e praticamente sem cicatrizes, ele riu e completou: “Meu filho!”

Após uma caminhada de pouco mais de uma hora, chegamos à praia do Sono, fomos presenteadas com a visão de suas águas calmas de um azul profundo, contornadas por generosas amendoeiras nativas, que realmente inspiram a preguiça (talvez venha daí o nome “Sono”). A luz elétrica chegou recentemente na região, para alegria dos moradores.

Ali fizemos uma pausa e saboreamos um delicioso PF de arroz, feijão, salada e filé de peixe, devidamente acompanhado de uma cervejinha, é claro!

Praia do Sono

Depois do almoço seguimos a caminhada, dessa vez com companhia nova, uma moradora de Ponta Negra, que resolveu nos seguir provavelmente apenas pra rir do nosso sofrimento nos ladeirões. Logo no final da Praia do Sono, com o sol estalando, precisamos encarar o Morro da Barra (com o perdão do trocadilho infame, foi barra mesmo!) e a moça, DESCALÇA, parecia flutuar! (raiva!!!).

Morro da Barra

Passada essa ladeira, a caminhada ficou bem tranquila. Passamos pela praia de Antigos, não passamos por Antiguinhos, pois contornamos por trás, depois foi a vez de Galhetas (a praia de pedras), me surpreendi ali, pois esse era um dos trechos chatos do caminho, onde tínhamos que pular pelas pedras, mas agora colocaram uma pontezinha, que ajudou bastante!

Ponte Galhetas

E finalmente, tivemos o privilégio de ver o pôr-do-sol em Ponta Negra, uma legítima vila de pescadores, ainda pouco explorada pelo turismo devido ao difícil acesso.

Praia de Ponta Negra

2º dia – Cachoeira do Saco Bravo (4h30 – ida e volta)
Hospedagem: Chalé do Teteco

Nesse dia minha ansiedade era imensa, pois a parte da trilha que eu conhecia, havia ficado pra trás, dali em diante seria tudo novidade. Seguindo nosso roteiro, passamos esse dia em Ponta Negra para conhecer a Cachoeira do Saco Bravo e eu acho que essa foi a decisão mais sábia de toda a viagem! Sair dali sem contemplar esse presente da natureza seria um crime!

A caminhada foi pesada, levamos cerca de 2h15 pra chegar (saindo da praia de Ponta Negra). A trilha é bem íngreme, exigindo certo preparo físico. Também não é recomendável fazer sem guia ou sem GPS, pois há diversos momentos que geram dúvida. Conforme íamos passando pelas bifurcações o guia comentava: “esse é mais um lugar onde as pessoas costumam se perder”. Em algumas (poucas) árvores há faixas vermelhas adesivas que indicam a direção da cachoeira, porém, o Ci nos explicou que os meninos que moram na região arrancam essa sinalização para que as pessoas não consigam ir sozinhas e precisem contratá-los. Pra quem quiser arriscar ir sozinho, vale a pena prestar atenção logo no começo do percurso, pois há uma “mini cachoeirinha” e todos costumar passar à sua esquerda, errando logo de cara! O correto é cruzar a cachoeirinha virando à direita por cima das pedras e aí sim seguir a trilha. Mais ou menos no meio do caminho há uma casa de farinha abandonada (um casebre de madeira) que pode servir de indicativo de que se está na direção correta.

Casa de Farinha

Dificuldades à parte, chegamos! Avistar a cachoeira de cima realmente causa impacto! A impressão que se tem é de que ela emenda com o mar, uma paisagem difícil de ser descrita com palavras. E a parte mais difícil estava por vir, descer pelas pedras até ela. Por sorte deixaram providencialmente uma cordinha de apoio (foi o que salvou!). A água estava congelando a alma, mas nem ligamos! Depois de todo esse esforço, o mergulho ali foi um presente!

Cachoeira do Saco Bravo

À noite, pra fechar com chave de ouro, descobrimos que o nosso jantar seria lulas ao molho! Pensa numa coisa boaaa! O local da refeição foi o bar do Teteco (lá em Ponta Negra, o que não for do Teteco é de algum parente dele, rss!). Pra chegar ao restaurante precisamos utilizar lanternas, já que à noite por ali é um breu total! Tivemos o privilégio de comer à luz de velas, num restaurante só pra gente!

Chalé do Teteco

3º dia – Ponta Negra – Pouso da Cajaíba (8h30)
Hospedagem: Casa de Pescador

Caminhada pesada! Muita subida! Não acho aconselhável para quem for sedentário, pelo menos não sem uma preparação prévia. Vale a pena?! Siiiiim!!!!! Vale demais! Praias desertas, areia branca e vegetação praticamente intocada, esse é o presente pra quem resolver se aventurar.

Guia Paraty Civaldo

Saímos de Ponta Negra bem cedo, prontas para encarar o dia mais longo de caminhada, a previsão era de 8h30, contando breves pausas para lanche. No percurso, novamente encontramos alguma sinalização nas árvores, mas elas não estavam em todas as bifurcações e tive informações de que a incidência de pessoas perdidas nesse trecho é grande.

Cairuçu das Pedras Placa

Após diversas ladeiras (brabas!), chegamos à nossa primeira parada, Cairuçu das Pedras. Nessa praia vive apenas uma família, eles não ficam exatamente beira-mar e sim em cima de um morro, de onde se tem uma visão incrível da praia. Ali há um camping, que estava absolutamente às moscas, mas que costuma receber muitos turistas nos feriados. Fizemos um rápido lanchinho, contemplando a visão da praia azul-turquesa e a Ponta da Juatinga, nossa grande meta, que já podia ser vista dali.

Cairuçu das Pedras

Quando estávamos saindo encontramos uma gringa que não falava nada em português (além do nome da praia que ela buscava “Martins de Sá”), acho que a mochila dela devia dar umas 3 da minha, ela estava sozinha e sem GPS. Muita coragem, não?! A convidamos a seguir com a gente, já que esse seria nosso próximo destino, mas assim que ela identificou o início da trilha, agradeceu e seguiu na frente.

No caminho, quando passávamos próximo a uma casa, fomos surpreendidos por uma matilha de cães, tinha um vira-lata que mais parecia um bezerro e veio latir justamente do meu lado, rezei pra todos os santos e segui morrendo de medo. Quando os cachorros já tinham ficado pra trás e o “bezerro” já estava até abanando o rabo, surge um poodlezinho feroz e abocanha o tornozelo da minha amiga, deixando um hematoma bem considerável! Importante: cuidado com os poodles!

Após esse incidente, pra relaxar, nos deparamos com a placa abaixo: “não mecha” com CH seguido de “você está sendo filmado”, absolutamente no meio do nada! Rendeu boas risadas e serviu pra nos distrair um pouco do cansaço físico, que já era grande nesse momento. Mal sabíamos que aquela placa era apenas uma prévia das que encontraríamos em seguida.

Martins de Sá Placa

Apertamos o passo e seguimos em frente. Após uma caminhada que nos pareceu eterna, finalmente chegamos a Martins de Sá! A recompensa não poderia ter sido maior! A praia é linda, muito preservada e só não digo deserta porque a gringa chegou na nossa frente.

Nessa praia, assim como em todas as outras da Reserva da Juatinga, é proibido acampar na areia, porém, em Martins de Sá, essa é apenas a primeira de uma lista enorme de proibições, todas estabelecidas por Seu Maneco, proprietário do camping e daquele paraíso, que há décadas mora ali com sua família. Entre as mais divertidas estão: Proibido falar palavrão, proibido consumir bebida alcoólica, proibido fumar maconha, proibido deixar louça suja, proibido falar alto, entre muitas outras… Enquanto nos divertíamos com as placas, Seu Maneco apareceu pra nos cumprimentar. Que figura! Pena que não tivemos tempo pra um bate-papo.

Martins de Sá

Com imenso pesar, seguimos rumo a Pouso da Cajaíba, após mais algumas ladeiras e um tombo que me deixou com o traseiro roxo, chegamos! Nunca foi tão bom tirar a mochila das costas! Adorei a recepção! A dona da casa nos esperava com água geladinha (a nossa já tinha acabado há muito tempo) e rodelas de abacaxi. Que luxo! Pensamos que nesse dia o banho seria frio, mas fomos salvas pela energia solar.

Aproveitamos esse finzinho de dia pra cuidar das bolhas, estender as roupas molhadas e usufruir de uma pomada milagrosa (de barbatana de tubarão), fornecida pelo guia. Uma espécie de gelol mais potente que deu um belo alívio pra musculatura.

Dia de dormir cedo!

Pouso da Cajaíba

4º dia –Pouso da Cajaíba – Praia do Engenho (6h30)
+ Trecho de barco até o Mamanguá
Hospedagem: Pousada Refúgio do Mamanguá

O grau de dificuldade das caminhadas foi aumentando a cada dia, o que foi bom para que pudéssemos nos adaptar, porém, fez com que o último dia se transformasse em um martírio. Já estávamos exaustas e não esperávamos um trajeto tão difícil. Andamos quase todo o tempo em trilha fechada, o que tornou o percurso pouco atrativo, sem falar que as ladeiras do dia anterior pareceram fáceis, de tão íngrimes que eram as pirambeiras desse dia. Subimos, subimos e subimos, mas entenda que eram verdadeiros paredões! Daqueles que você tem que se segurar nas raízes das árvores e praticamente escalar.

Fizemos uma pausa para lanche na Praia de Ipanema, passamos pelas praias de Calhaus, Itaóca e Praia Grande e o trecho final foi morro abaixo, em terreno bem escorregadio, pra acabar de vez com os joelhos! O que salvou foi um extenso cabo de cobre que o pessoal que vai instalar a luz elétrica na região deixou por ali, fomos nos segurando nele e isso amenizou a descida. Finalmente avistamos a Praia do Engenho, foram 6h30 de caminhada das mais sofríveis que se possa imaginar!

Praia do Engenho

Acho muito mais viável terminar a trilha em Pouso da Cajaíba, pois chegando lá, o desafio de atravessar a Ponta da Juatinga já terá sido cumprido, sem contar que essa é uma praia habitada, o que torna mais fácil conseguir um barco. Se sua opção for realmente terminar o trajeto na Praia do Engenho, um barco tem que ser previamente agendado, caso contrário, seu risco de ficar ilhado ali é imenso.

Enquanto esperávamos o nosso barco aproveitamos pra nos divertir com o repertório de piadas do Ci, que de tão ruins chegavam a ser engraçadas! Após algumas de português e papagaio, nosso barqueiro chegou! Partimos pro Mamanguá onde um delicioso risoto de mariscos nos esperava pro jantar. Brindamos nossa conquista com caipirinha e aproveitamos o tempo pra rever as fotos e relembrar os detalhes mais marcantes da trilha. Nosso objetivo tinha sido alcançado, agora teríamos dois dias de descanso pela frente pra curtir o mangue.

Barco Mamanguá

5º dia –Passeio de barco pelo mangue
Hospedagem: Pousada Refúgio do Mamanguá

Nesse dia, já sem nosso amigo Ci, fomos de canoa explorar o mangue. Percebi que minha habilidade é zero! Quase matei minha parceira jogando a canoa contra os galhos.

Canoa no mangue

Fizemos uma parada em uma pequena cachoeira e de lá seguimos pra conhecer uma lenda da região: a comida da Dona Gracinha! Realmente um ponto turístico! Verdadeira comidinha de vó, com direito a bolinho de arroz, feijão, filé de peixe, farofa e bolinho de chuva de sobremesa. Sensacional!

O marido da Dona Gracinha, que por coincidência estava aniversariando naquele dia, é uma atração à parte, nos contou muita história do Mamanguá e de outras regiões do Brasil por onde esteve, demonstrou conhecer melhor São Paulo do que as três paulistas presentes e nos mostrou todo vaidoso a sua foto em um livro sobre a região, escrito pelo dono da pousada onde estávamos hospedadas, o biólogo Paulo Nogara.

Pra minha surpresa ele me explicou o significado de várias palavras em tupi-guarani e pra provar que não estava falando besteira, trouxe um dicionário tupi-português. Uma verdadeira aula!

6º dia –Subida ao Pico do Pão de Açúcar do Mamanguá (1h30)
Hospedagem: Pousada Refúgio do Mamanguá

O dia amanheceu nublado e bateu uma preocupação imensa, pois não queríamos ir embora sem subir ao pico do Pão de Açúcar. Ignorando o tempo feio, lá fomos nós, dessa vez com a equipe desfalcada, já que uma das minhas parceiras passou mal e teve um “dia de rainha”. Porém, conseguimos reforços entre os outros hóspedes da pousada e subimos em grupo.

Pão de Açúcar do Mamanguá

Fomos de canoa até a praia do Cruzeiro, praticamente em frente à pousada e de lá começamos a nossa subida, que durou cerca de 1h30. O trajeto não é dos mais fáceis, mas sem pressa e com pausas pra recuperar o fôlego, pode ser feito por qualquer pessoa.

O presente pelo esforço é a melhor vista do Mamanguá! Mesmo com o tempo nublado foi espetacular! O único cuidado deve ser repelente, pois lá no topa fomos atacados por uma nuvem de insetos famintos, rs!

Pico do Mamanguá

Descemos e ainda tivemos tempo de desfrutar o almoço no bar o Seu Orlandinho. Conforme a tradição local, comida boa! Quando nos preparávamos pra voltar de canoa pra pousada, o tempo virou, fomos surpreendidos por uma ventania. O Seu Orlandinho estabeleceu uma regra no mesmo momento: “Ninguém sai daqui de canoa”, nos explicou que era muito perigoso e tentou fazer contato com a nossa pousada pra que fôssemos “resgatados” de barco. Apesar de o contato não ter sido possível, em pouco tempo o barqueiro da pousada apareceu por lá, pois ele já imaginava o desfecho da história com aquela ventania.

Devido a esse incidente, nos atrasamos para o check out, mas os funcionários da pousada foram extremamente cordiais e não nos cobraram nenhuma tarifa adicional. Conforme combinado, o barqueiro nos deixou em um ponto do mangue onde havia uma trilha que dava pra Laranjeiras. Esse trajeto é bem tranquilo, totalmente plano, praticamente uma estrada e pode ser concluído em cerca de 2h. O único problema foi que estava chovendo forte e fomos amassando lama o tempo todo. Chegamos em Laranjeiras em estado deplorável, mas imensamente felizes e com aquele gostinho de meta alcançada!

Custos

1 diária na Pousada Romã – Paraty – R$150,00 – quarto triplo

4 dias de travessia (de Laranjeiras à Praia do Engenho) – Valor para 3 pessoas R$1.615,00

Esse valor foi dividido por 3, ficando R$ 538,33 para cada uma, nesse preço estava incluso:
– 4 diárias do guia
– 3 noites de hospedagem (2 em chalé e 1 em casa de pescador)
– Todas as refeições (café da manhã / almoço / jantar e lanche para a trilha)

2 diárias na Pousada Refúgio do Mamanguá – Valor total para 3 pessoas R$ 1.542,00

Esse valor foi dividido por 3, ficando R$ 514,00 para cada uma, nesse preço estava incluso:
– Barco da Praia do Engenho à pousada
– 2 diárias na pousada
– Café da manhã + jantar
– 1 diária de guia para passeio no mangue
– livre utilização das canoas
– 1 almoço na Dona Gracinha
– 1 almoço no Seu Orlandinho
– Barco da pousada até o início da trilha para Laranjeiras

Total de gastos com combustível – SP / Paraty: R$150,00

Total de gastos com pedágio: R$16,60

Total de gastos com estacionamento: R$90,00 (6 diárias de R$15,00)

Total de gastos para cada uma: R$ 1.187,86

OBS: Grupos maiores podem conseguir bons descontos.

O que levar?

Leve o mínimo do mínimo, organize um check list e se for em grupo, divida os produtos de uso comum, assim cada um leva o menor peso possível. Não deixe faltar em hipótese alguma uma boa bota, repelente, uma anorak (jaqueta a prova d’água) e muita água. Se possível leve uma camelbak para transportar a água, que ajuda bastante. Também tomamos suplementos de academia (BCAA e Whey Protein) para recuperar a musculatura mais rápido e foi muito eficiente.

Dá pra fazer a trilha sem guia?

Até Ponta Negra dá sim, os únicos momentos que podem gerar dúvida são: na Praia de Antigos, onde se deve atravessar a praia até o final e ali seguir novamente a trilha (observar que há muitas pedras nesse acesso de volta à trilha, isso pode ajudar a identificar o início dela).

Trilha Praia de Antigos

Outro momento é em Galhetas (ali, na dúvida à direita, indo sempre pro lado da praia até encontrar a ponte). De Galhetas já se avista Ponta Negra, mas é muito difícil ir por cima das pedras, o ideal é pegar novamente a trilha, mas esse trecho é habitado e em caso de dúvidas os moradores podem ajudar. De Ponta Negra pra frente eu aconselho ir com guia ou com o uso de GPS, pois há bastante chances de se perder por ali.

Dá pra fazer a trilha gastando menos?

Com certeza! Nós optamos por fazer em um esquema mais confortável e por isso não saiu tão barato, mesmo assim, contando todas as refeições deliciosas que tivemos e os lugares confortáveis onde ficamos (todos com banho quente), acho que o preço foi bem justo sim!

No entanto, se a ideia for economizar, sugiro fazer a travessia em 3 dias. Esse tempo é suficiente pra concluir o percurso com tranquilidade, fizemos em 4 porque deixamos um dia pra conhecer a Cachoeira do Saco Bravo e curtir Ponta Negra. (mas tenha em mente que perder a cachoeira é lamentável!). Outra ideia seria ir sem guia até Ponta Negra e partir dali encontra-lo, isso pouparia uma diária.

Deixar o mangue e o Pico do Mamanguá pra trás também seria de cortar o coração, porém, é possível encontrar campings ou opções de hospedagem mais econômicas. A subida ao pico não gera dúvida, ali não é preciso a companhia de um guia.

Contatos

Pousada Romã – Paraty
lieteprado@hotmail.com

Teteco (contato para a travessia):
tetecoremedios@gmail.com

Pousada Refúgio do Mamanguá 
(24) 3371.1951 / (24) 9956.9995
www.sacodomamangua.com

  1. Juliana Faria

    Olá Sandra,

    A região é lindíssima e tem opções pra todos os gostos… Trilhas, passeios de barco, praias paradisíacas, alta gastronomia, lojinhas de artesanato de virar a cabeça… Enfim, a lista de bons motivos é realmente imensa!

    Uma ótima viagem pra você!

  2. Parabéns pelo relato. Estava procurando passeios pela Bolívia e me deparei com esse ‘ouro’ de blog. Estou planejando conhecer ‘saco Bravo’ mas seria só até ele. Lendo esse belo relato,acho melhor dar uma esticadinha…kkkk Obrigado.

    • Juliana Faria

      Olá Márcio!

      Fico feliz que tenha gostado do blog!
      O Saco Bravo realmente é lindíssimo! Recomento demais!
      Se tiver um tempinho extra e puder explorar melhor a região, vale muito a pena!
      Acampar em Martins de Sá, por exemplo, seria uma experiência incrível!
      Precisando de mais dicas, fico à disposição.

      Abraço e boa viagem!

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