Pico dos Marins – Bate e Volta

Localizado na Serra da Mantiqueira, na cidade de Piquete próximo à divisa de São Paulo e Minas Gerais, o Pico dos Marins possui 2.420 m de altitude, ocupando a 26ª posição no ranking das montanhas mais altas do Brasil. A distância entre o acampamento base e o cume é de 12 km (ida e volta) e leva aproximadamente 8h pra ser percorrida.

Pico dos Marins Piquete

O percurso bastante íngreme não é dos mais fáceis, mas a vista que se tem de lá de cima, abrangendo: Serra Fina, Vale do Paraíba e Serra da Bocaina, motiva cada vez mais aficionados do trekking a se aventurarem pela região.

Portal do Pico dos Marins

Partimos de São Paulo em uma sexta-feira à noite em dois carros e seguimos pela Dutra até a rodoviária de Guaratinguetá, ponto de encontro previamente combinado com o nosso guia Michel, que tem bastante experiência com as trilhas da Mantiqueira. De lá seguimos para Piquete (saída 51 da Dutra). Ainda tivemos mais um trecho de asfalto até a Serra de Piquete e depois, cerca de 14km por estrada de terra até o refúgio base. O tempo total de viagem foi de 5h, pois demoramos muito para sair de São Paulo devido ao trânsito. Além disso, a estrada de terra também precisa ser percorrida com cuidado.

No sábado às 7h da manhã, iniciamos o trekking. Após alguns minutos de caminhada surge a primeira bifurcação. Pegamos a via da direita, mas tanto faz, os dois caminhos levam ao morro do Careca, um lindo platô de onde já é possível avistar o Pico dos Marins. Até esse ponto o tempo é de aproximadamente 30 min e o percurso é relativamente tranquilo, quase todo sombreado. Dali pra frente o grau de dificuldade aumenta, o terreno fica mais acidentado e há alguns trechos de escalaminhada, que demoram mais pra serem transpostos.

Cume Marins

É provável que nesse momento você já esteja ofegante, mas nem pense em calcular distâncias, pois oficialmente é ali que a trilha começa. Aproveite a oportunidade para localizar-se (há uma placa indicando as principais elevações) e também para fazer o abastecimento de água, já que esse é o único ponto de água potável.

Marins Morro do Careca

As subidas ficam mais íngremes e o terreno até então coberto por vegetação, começa a ser substituído por um solo rochoso.

A primeira subida é bem demarcada, porém, na minha opinião, a mais difícil… Pensamentos como “O que eu estou fazendo aqui” podem passar pela sua cabeça com frequência. Mas abstraia e siga em frente!

Esse simpático cachorrinho fez todo o percurso com o nosso grupo, seguia na frente com muita agilidade e ficava pacientemente nos esperando…

Cachorro Pico dos Marins

Alguns totens e setas amarelas podem auxiliar na localização, mas minha sugestão é fazer o trekking com uso de GPS ou com o apoio de guia experiente.

Na base do Pico dos Marins está a subida mais técnica e que exige mais atenção. As opções a partir desse ponto são: Encarar a pirambeira e chegar ao Cume ou seguir à esquerda e continuar a Travessia Marins x Itaguaré.

Nosso objetivo era o cume, não teríamos tempo hábil para a Travessia, então, com bastante cuidado, fomos vencendo os obstáculos e algum tempo depois pudemos contemplar vista tão cobiçada por todos que se propõem a essa aventura.

Cume Marins

Belas fores vermelhas surgiam das fendas entre as rochas e o horizonte, hora limpo, hora contornado por nuvens, nos presenteava com as duas paisagens.

Flores Pico dos Marins

Missão cumprida?! Ainda não! A descida é mais perigosa que a subida e um terror até para os joelhos mais preparados. Apesar do tempo de retorno ter sido mais curto, minha impressão é de que era infinitamente mais longo…

Marins Cume

O cansaço e a fome contribuíram para a falsa impressão, mas sim, finalmente chegamos! Para nossa alegria havia banho quente no alojamento e o almoço previamente reservado já estava pronto! Hora de comemorar!

Fogo no Marins

Fogo no Marins

Cerca de um mês antes da nossa visita, um incêndio que durou 18h atingiu uma área de vegetação 229 hectares do Pico dos Marins. Felizmente não houve vítimas e todas as pessoas que estavam acampadas do local foram resgatadas.

Há suspeitas de que o fogo tenha se originado a partir de um teste com um sinalizador, mas essa é apenas uma possibilidade. A única certeza é de que o lixo abandonado nas trilhas em atitude desrespeitosa e lamentavelmente frequente, contribuiu para que o incêndio se alastrasse. Apesar do estrago ter sido grande, já é possível ver a natureza se recuperando e o verde voltando a surgir na paisagem.

Mistério no Marins

Um desaparecimento misterioso ocorrido há mais de trinta anos e até hoje não desvendado intriga os desbravadores do Marins. Em 1985 o escoteiro Marco Aurélio, então com 15 anos, recebeu autorização pra se separar do grupo e buscar ajuda pra um companheiro que tinha se machucado. Desde então nunca mais foi visto.

Uma busca minuciosa foi feita na região por mais de um mês e nenhuma pista, nenhum rastro jamais foi encontrado. As mais variadas hipóteses sobre seu paradeiro são levantadas até hoje. Fuga por vontade própria? Assassinato? Extraterrestres? Três décadas se passaram e nenhuma pista foi encontrada. Todos que caminham por ali se apoiam em uma das teorias ou criam suas próprias versões e o tema inevitavelmente volta à tona em uma tentativa de explicar o inexplicável.

Alojamento Base

Alojamento Base Marins

O alojamento é simples, mas permite um pernoite confortável. As opções são camping ou quarto coletivo. Há chuveiro quente e as roupas de cama são fornecidas. É Preciso levar apenas toalha de banho. Café da manhã e almoço / jantar podem ser servidos e o valor é pago a parte.

Diária de camping: R$10,00
Diária do quarto: R$ 30,00 por pessoa
Café da manhã: R$20,00

Obs: É possível comprar água ou refrigerantes no alojamento, mas não bebidas alcoólicas.

Contato do Guia

Michel Ferraz
Tel: (12) 9-8889-5949
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